ARTIGOS

Obesidade Infantil: Aspectos Emocionais                

 

A criança pequenina aprende por imitação ,observando o mundo e as pessoas a sua volta. 

Pesquisas mostram que desde que os espermatozóides se encontram com o óvulo formando a primeira célula, esta já é um ser vivo, capaz de captar as sensações do pai e da mãe. 

Essas sensações, captadas ainda no ventre materno, vão ficando impressas nas células conforme elas vão se multiplicando. Esse processo se prolonga também pelos primeiros anos de vidas.  Isto significa que, desde que estamos na barriga da mãe e quando pequenininhos podemos perceber como nossos pais lidam com vários aspectos da vida, inclusive com a alimentação.    Mais tarde, conforme vamos crescendo,  agimos orientados por essas percepções.

Quando os pais têm uma boa relação emocional com os alimentos é provável que a criança também desenvolva essa relação saudável .  O problema é que a recíproca é verdadeira. 
Ao falarmos sobre a obesidade infantil, o primeiro passo a ser analisado é: - como os pais lidam com os alimentos (pois os pais são  modelos para seus filhos).  

Quando o adulto come em excesso, isto pode estar representando  dificuldades em  identificar e  suprir as suas próprias  necessidades físicas e emocionais , que acabam sendo canalizadas para a comida (pois a comida é uma fonte fácil de prazer , sempre a mão, por isso ela pode ser oferecida como uma espécie de  prêmio, depois de um dia difícil).  Quando não supre suas próprias necessidades físicas ou emocionais, o adulto pode passar a ter comportamentos distorcidos como comer quando está triste,  devorar um chocolate quando está deprimido,  exagerar no  doce quando está carente, pois o alimento passa ser usado para aplacar as emoções.

E a criança obesa, provavelmente, estará repetindo esse comportamento, aprendido em casa.

Para ajudar a criança a emagrecer é preciso começar com o adulto. O adulto precisa aprenda a perceber suas reais emoções e a lidar com ela de forma positiva, evitando canalizá-las para a comida. 

Assim, quando estiver triste deve permitir-se chorar, se recolher ou falar sobre a sua tristeza.      Quando estiver alegre, deve permitir-se dar risada, comemorar ou verbalizar o motivo de sua alegria.  Quando com raiva, expressa-la sem recriminações, no momento e no local adequados, é claro.

Do mesmo modo deve ocorrer com as suas necessidades físicas: quando estiver com sono deve ir dormir, quando estiver com sede deve matar a sua sede, quando estiver cansado, deve descansar e quando estiver com fome real (física) deve supri-la com comida saudável.

E deve tentar auxiliar á criança a respeitar e a suprir as suas necessidades físicas e emocionais. 

O segundo passo é desenvolver bons hábitos alimentares, fazendo opção por alimentos saudáveis,  mantendo horários para as refeições e diminuindo a ingestão de frituras, doces e refrigerantes.

Dando bons exemplos para seus filhos eles se sentirão motivados a seguir as mudanças de hábitos necessárias para conquistar um estilo de vida saudável.  E a família toda se beneficiará.

O Cenafe oferece um programa de reeducação alimentar para crianças, que inclui orientação nutricional, atividade física em grupo e apoio psicológico ,(sendo que a orientação nutricional e o apoio psicológico se estendem aos pais também).

Vânia Lopes Mei é Psicóloga do CENAFE: com formação em Psicossíntese, Programação Neuroliguística, Técnicas em Relaxamento, Reiki Terapia, Terapia Familiar e Orientação Vocacional.
Consultório fone: (11) 4352-1081

CENAFE: (11) 4122 1327    

 

 

 

 

 

 

 

 

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