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Açúcar branco: o doce vilão               

 

Até cerca de 300 anos atrás a humanidade não usava aditivos doces na sua dieta ordinária. Os povos antigos, civilizações passadas, brilhantes exércitos não conheciam o famoso aditivo doce. O mel era usado eventualmente, mais como remédio. Este processo histórico prova que o açúcar branco é desnecessário como alimento. Foi só a partir dos dois últimos séculos que o açúcar começou a ser produzido e consumido de forma cada vez mais intensa. Com a sofisticação da técnica, purificou-se mais ainda o açúcar de cana retirando-se dele apenas a sacarose branca. Hoje somos uma civilização, consumidora de milhares de toneladas diárias de açúcar.

O açúcar branco é o resultado de um processamento químico que retira da garapa a sacarose branca e adiciona produtos químicos – desconhecidos em sua maioria –, sendo que  aditivos como clarificantes, antiumectantes e conservantes pertencem a grupos químicos sintéticos muitas vezes cancerígenos e sempre danosos à saúde. Devemos considera-lo como um produto químico  pois é o resultado de muitas modificações  que o diferenciam ,em muito, da sua forma original que  é a garapa e o mascavo.  No processamento são retirados suas fibras, proteínas, sais minerais e vitaminas, restando apenas o carboidrato, pobre, isolado, razão pela qual  devemos classificar o açúcar como “calorias vazias” e não um alimento que fornece algum nutriente importante ao organismo.

Açúcar branco e as doenças modernas

O açúcar branco é hoje o principal representante da alimentação industrializada moderna. Existem estudos que esclarecem que 85 % das doenças modernas estão relacionadas ao excesso de alimentos industrializados que usamos e a uma nutrição desequilibrada, pobre e sem equilíbrio. 

Por ser considerado então como um produto antibiológico, ou antivida “, ele está diretamente ligado à causa ou à  colaboração para o surgimento de várias doenças, como a arteriosclerose, o câncer, a leucemia, os diabetes, as varizes, as enxaquecas, insônia, asma, bronquite, distúrbios menstruais, infecções, pressão alta, prisão de ventre, diarréias crônicas, perturbações e doenças visuais, problemas de pele, distúrbios glandulares, anomalias digestivas variadas, cáries dentárias, problemas de crescimento, osteoporose, ossos fracos, doenças do colágeno, doenças de auto-agressão etc”.

Podemos considerar também o açúcar como cancerizante, pois é imunodepressor, quer dizer, faz diminuir a capacidade do organismo quanto às suas defesas e principalmente por eliminar o importante íon magnésio, devido à forma excessiva como é consumido hoje.  

A incidência do câncer de mama pode variar  consideravelmente de um país para outro. muito rara no Japão, por exemplo, a doença torna-se comum entre as japonesas que imigram para os estados unidos. Depois de estudar diversos fatores que explicassem o fenômeno, os cientistas Stephen Seely, da universidade de Manchester, na Inglaterra, e D. F. Horrobin, do instituto e pesquisa efamol, de Kentville, no  Canadá concentram suas atenções num deles, a alimentação – e, em  artigo publicado na última edição da revista inglesa New Scientist, levantaram a hipótese de que o açúcar pode estar relacionado com o câncer de mama.

Por todas essas razões, troque o açúcar branco por adoçantes naturais como stevia ou sucralose.  Use ainda o mel e o açúcar mascavo, em pequenas quantidades, pois, embora saudáveis e nutritivos, o excesso desses alimentos podem engordar gerando outros prejuízos á saúde.

 

 

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